— A nora, essa víbora, enganou-nos! — gritava a sogra ao descobrir que eu tinha fechado a conta conjunta e levantado o dinheiro

Olga acordou com o som do despertador e espreguiçou-se, tentando não acordar o marido. Lá fora ainda mal clareava — seis da manhã, hora de se preparar para ir trabalhar.
Dmitri continuava a dormir, com o rosto enterrado na almofada. Ele só precisava de se levantar às nove; o escritório começava a trabalhar mais tarde.
A mulher foi até à casa de banho, lavou o rosto e arranjou-se. Do espelho fitavam-na uns olhos cansados.
Trinta e dois anos, uma carreira de sucesso como gestora de vendas numa grande empresa de IT, salário de cento e vinte mil rublos por mês, mais comissões sobre os negócios. No último ano, graças ao cumprimento do plano, o rendimento subira para cento e setenta mil.
Dmitri trabalhava como simples funcionário de escritório numa pequena empresa comercial. O seu salário era de quarenta e cinco mil — mal chegava para as despesas pessoais.
Era Olga quem pagava a renda do apartamento e, na maioria das vezes, também comprava a comida.
As despesas de serviços — água, luz, internet, subscrições — estavam todas a seu cargo. O marido ajudava ocasionalmente, quando tinha algum dinheiro livre, mas, na maior parte do tempo, limitava-se a viver à custa de tudo o que já estava feito.
No entanto, isso não incomodava muito Olga. Ela amava o marido e valorizava a sua atenção e o seu carinho.
Dmitri sabia apoiar nos momentos difíceis, ouvir depois de um dia pesado de trabalho, preparar o jantar quando a esposa chegava tarde a casa. O dinheiro não é o mais importante numa relação. O mais importante é ter ao lado uma pessoa próxima.
A verdade é que, no pacote com o homem amado, vinha também a mãe dele. Liudmila Serguéievna tratava a nora com uma antipatia mal disfarçada desde o início. Quando Dima levou Olga para a apresentar, a sogra lançou-lhe um olhar frio, da cabeça aos pés, e comentou com desdém:
— Eu pensava que fosses trazer alguém mais interessante.
Desde então tinham passado cinco anos, mas a atitude não mudara. Liudmila Serguéievna encontrava motivo para criticar em qualquer pormenor. Olga cozinhava mal — ou punha sal a mais, ou de menos, ou ficava demasiado picante, ou sem sabor.
A nora vestia-se mal — ora vulgar, ora antiquada. A Olga falava mal — ora demasiado brusca, ora demasiado baixo. A lista de queixas era interminável.
Especialmente nos jantares de família, quando iam a casa de Liudmila Serguéievna, Olga era o alvo principal. A sogra sentava-se à cabeceira da mesa e começava o interrogatório:
— Dmitri, estás mais magro. Ela dá-te sequer de comer?
— Mãe, está tudo bem comigo — encolhia os ombros Dmitri.
— Sim, claro, tudo bem. Com o teu salário é impossível sustentar-se, e esta… — Liudmila Serguéievna fazia um gesto significativo na direcção de Olga — deve gastar tudo em trapos.
Olga apertava a faca em silêncio e continuava a comer. Discutir era inútil. Dima, regra geral, não se metia, ficava calado. Às vezes tentava mudar de assunto, mas de forma tímida, sem insistência.
Nem sequer os elevados rendimentos de Olga causavam qualquer impressão a Liudmila Serguéievna. Quando, certa vez, Dmitri mencionou que a mulher tinha recebido um prémio de cinquenta mil rublos, a sogra bufou:
— E então? Dinheiro não é um indicador. A mulher deve ser a guardiã do lar, não uma carreirista.
— Mãe, mas é graças à Olga que vivemos num bom apartamento — tentou objectar Dmitri.
— Bom? — Liudmila Serguéievna torceu o rosto. — Num apartamento arrendado! Uma verdadeira esposa ajudaria o marido a juntar dinheiro para ter casa própria, e não a desperdiçar dinheiro sabe-se lá em quê.
Olga quis dizer que era precisamente graças ao seu rendimento que eles podiam, no geral, permitir-se um T2 normal numa zona decente, e que, com o salário do marido, só daria para um quarto num apartamento partilhado. Mas ficou calada. Para quê estragar a noite com um escândalo?
A meio de Março, a relação com Liudmila Serguéievna atingiu mais um ponto baixo. A sogra telefonou no sábado de manhã e exigiu que fossem imediatamente ajudá-la a mudar os móveis de lugar.
Dmitri concordou sem perguntar a opinião da esposa. O casal passou o dia inteiro a carregar móveis pesados, enquanto Liudmila Serguéievna estava sentada numa poltrona a dar ordens:
— Mais para a esquerda! Não, para a direita! Está completamente torto!
À noite, quando se iam embora, a sogra não disse uma única palavra de agradecimento. Limitou-se a acompanhá-los até à porta e resmungou:
— Finalmente. Já andam aqui o dia inteiro.
Em casa, Olga deixou-se cair no sofá, sentindo as costas e os braços a doerem.
— A tua mãe tem noção de que passámos metade do fim-de-semana lá? — perguntou, cansada.
— Bem, ela já é velha, é difícil para ela fazer isso sozinha — Dmitri ligou a televisão.
— Velha? Ela tem cinquenta e oito anos. É dois anos mais nova do que a minha mãe, e a minha mãe muda os móveis sozinha.
— Olga, não comeces. Estou cansado.
A conversa terminou antes mesmo de começar. Como sempre.
No final de Março, telefonou a tia Zinaida — uma parente distante do lado do pai. Olga só a tinha visto algumas vezes na vida, em festas de família. A mulher idosa vivia noutra cidade e quase não mantinha contacto com os familiares.
— Olguinha, tenho uma notícia para ti — a voz da tia soava formal. — A tia Valentina morreu há dois meses. Ela deixou um testamento em que te nomeou como única herdeira.
Olga quase deixou cair o telefone. A tia Valentina — a irmã da avó — com quem Olga se tinha encontrado apenas uma vez, quando tinha cerca de doze anos.
Lembrava-se apenas de uma mulher alta, de cabelos grisalhos, com olhos bondosos, que lhe oferecia tartes e lhe perguntava sobre a escola.
— Como… porquê eu?
— Ela não tinha filhos — explicou a tia Zinaida. — E tu agradavas-lhe. Ela lembrou-se de como eras uma menina educada e modesta. Por isso decidiu deixar-te as suas poupanças.

O valor da herança era de dois milhões e cem mil rublos. Olga ouvia as explicações do notário e não conseguia acreditar. Dois milhões. Assim, simplesmente. De uma mulher que mal conhecia.
O dinheiro foi depositado na conta familiar conjunta, que Olga tinha aberto um ano antes por conveniência. Para essa conta era transferido o seu salário e, a partir dela, eram pagas todas as despesas. Dmitri tinha acesso à conta, mas raramente a utilizava — normalmente levantava dinheiro apenas para pequenas despesas pessoais.
— Consegues imaginar? Caiu-nos uma fortuna do céu — Dmitri estava radiante. — Podemos comprar um carro, ir ao mar!
— É a minha herança — recordou Olga com suavidade.
— Sim, mas nós somos uma família. Portanto, é de todos — o marido abraçou-a. — Não vais ser mesquinha, pois não?
Olga não discutiu. De certa forma, o marido tinha razão — eram uma família, e as grandes despesas eram sempre decididas em conjunto. Que o dinheiro ficasse na conta; depois decidiriam em que o gastar.
Passaram-se três semanas. Como de costume, antes de se deitar, Olga abriu a aplicação do banco para verificar o saldo. E ficou paralisada. O montante na conta tinha diminuído em duzentos e quinze mil rublos.
Abriu o histórico das operações. Levantamento de numerário, no dia anterior, numa agência no centro da cidade. Duzentos e quinze mil, numa única operação.
— Dmitri — Olga virou-se para o marido, que estava deitado ao seu lado a percorrer o telemóvel. — Foste tu que levantaste dinheiro da conta?
— Ah, sim — respondeu ele, sem sequer levantar os olhos. — A minha mãe precisava.
— O quê? — Olga sentou-se na cama. — Que mãe?
— A minha, claro. A Liudmila Serguéievna. Precisava urgentemente de dinheiro para umas compras.
— Duzentos e quinze mil? Para que compras?
— Não sei ao certo — Dmitri encolheu os ombros. — Ela disse que precisava, e eu dei. Nós podemos dar-nos a esse luxo.
Olga sentiu todos os músculos do corpo ficarem tensos. As mãos cerraram-se em punhos.
— Tu entregaste a minha herança à tua mãe? Àquela mesma mulher que me humilha em todas as visitas?
— Olga, não dramatizes. A minha mãe é assim mesmo, custa-lhe aceitar que eu me tenha casado.
— Custa-lhe aceitar?! — a voz de Olga tremeu de raiva contida. — Dima, a tua mãe há cinco anos que me diz que eu não sou digna de ti! Que sou uma má esposa, uma péssima dona de casa, que gasto o teu dinheiro!
— Não ligues ao que ela diz — Dmitri pousou o telefone. — Para quê reagir?
— Eu não reajo! Eu aguento! Aguento há cinco anos! E agora tu pegaste no MEU dinheiro, que uma parente falecida me deixou, e entregaste-o a essa… a essa mulher!
— Olga, acalma-te. Não é o último dinheiro que temos. Ainda ficou uma boa quantia. Eu transferi apenas uns trocos.
Olga levantou-se da cama e foi para a cozinha. Encheu um copo de água e bebeu-o de um trago. O coração batia-lhe no peito, as têmporas pulsavam.
Recordou todos os anos de humilhações. As críticas de Liudmila Serguéievna à sua comida, à sua aparência, ao seu trabalho. Como uma vez lhe dissera diretamente, na cara:
«O meu Dmitri merece coisa melhor.»
Como insinuava constantemente que o filho tinha cometido um erro ao casar-se com uma rapariga como ela.
E agora essa mulher tinha recebido duzentos e quinze mil rublos. O dinheiro de Olga.
Não. Chega.
No dia seguinte, Olga saiu mais cedo do trabalho. Entrou na agência bancária mais próxima e pediu para encerrar a conta conjunta. A funcionária confirmou os dados, imprimiu os documentos. Olga assinou tudo o que era necessário e recebeu o comprovativo do levantamento da totalidade do valor em dinheiro.
— Tem a certeza? — a funcionária olhou para ela com dúvida. — É uma quantia grande, talvez fosse melhor deixar na conta.
— Não — respondeu Olga com firmeza. — Tudo em numerário.
Abriu uma nova conta em seu nome, sem acesso para o marido. Transferiu para lá um milhão e oitocentos mil rublos — tudo o que restava da herança. O dinheiro estava agora onde ninguém, além dela, lhe podia tocar.
À noite, Dmitri recebeu uma chamada automática do banco a informar sobre o encerramento da conta. O marido chegou a casa mais cedo do que o habitual e entrou de rompante no apartamento.
— O que é que fizeste?! — gritou desde a entrada. — Fechaste a nossa conta?
— A minha conta — corrigiu Olga calmamente, enquanto cortava legumes para a salada. — Que estava aberta em meu nome.
— Mas o dinheiro era nosso!
— Não, Dima. O dinheiro era meu. A minha herança, que tu ofereceste sem o meu consentimento.
Dmitri levou as mãos à cabeça e começou a andar de um lado para o outro na cozinha.
— A minha mãe vai ficar furiosa. Ela ainda tencionava pedir mais dinheiro para a remodelação da casa de banho.
— Ah, sim? — Olga pousou a faca e virou-se para o marido. — Ainda pedir mais? Quanto é que ela planeava sugar da minha herança?
— Bem… uns trezentos mil, talvez. É preciso trocar os azulejos, a canalização.
— Excelente — Olga limpou as mãos ao pano. — Que pague com o dinheiro dela. Ou com o teu.
O meu dinheiro ela não volta a ver.
Dmitri tentou convencer a mulher, explicar que a mãe precisava de ajuda, que a família devia apoiar-se mutuamente. Olga escutava em silêncio e continuava a preparar o jantar. A conversa terminou sem resultado.
Na manhã seguinte, Olga preparava-se para sair para o trabalho quando tocaram à campainha. De forma brusca e insistente. Dmitri tinha saído havia meia hora.
Olga abriu a porta e viu Liudmila Serguéievna à sua frente. A sogra estava num estado de extrema indignação — o rosto vermelho, os olhos em fogo, as mãos a tremer…
— Tu! — a sogra entrou no apartamento sem sequer tirar os sapatos. — Quem é que tu pensas que és para fazer uma coisa dessas?
— Bom dia, Liudmila Serguéievna — disse Olga, fechando a porta. — O que é que aconteceu?
— O que aconteceu?! — a sogra ergueu as mãos. — O Dmitri contou-me tudo! Fechaste a conta! Roubaste o dinheiro da família!
— Eu não roubei. Recuperei o meu dinheiro.
— Teu dinheiro?! — Liudmila Serguéievna deu um passo em frente. — Tu e o Dmitri são uma família! Numa família tudo é de todos! Tens obrigação de partilhar!
Olga sentiu o sangue subir-lhe ao rosto. Cinco anos. Cinco anos de humilhações, insultos e provocações constantes. Cinco anos em que se calou, aguentou, cerrou os dentes.

— Liudmila Serguéievna — disse, pausadamente, com toda a clareza. — Esse dinheiro é a minha herança. De uma parente minha. Não tem absolutamente nada a ver nem com o seu filho, nem, muito menos, consigo.
— Como não tem nada a ver?! — a sogra começou a gesticular. — O Dmitri é teu marido! Logo, o dinheiro também é dele!
— Não — Olga cruzou os braços. — A herança é um bem pessoal. Mesmo no casamento. Pode confirmar isso no Código da Família.
— Nora, sua víbora, enganaste-nos! — gritou Liudmila Serguéievna, apontando o dedo para Olga. — Fizeste-te de santinha, mas na verdade só queres tudo para ti!
— Enganei-vos? — Olga deu um passo em frente e, involuntariamente, a sogra recuou. — Há cinco anos que eu sustento o seu filho! Pago a casa, a comida, todas as despesas! Com o salário dele, ele só conseguiria alugar um quarto num dormitório!
— Não te atrevas a falar assim do meu filho!
— Vou dizer a verdade! — a voz de Olga elevou-se. — O seu precioso Dmitri vive às minhas custas! E ainda por cima tem a lata de distribuir o meu dinheiro para a esquerda e para a direita!
— Ele ajuda a mãe! É o dever dele!
— Que ajude com o salário dele! — Olga sentiu as mãos a tremer e enfiou-as nos bolsos do roupão. — O meu dinheiro é meu! E sou eu que decido a quem o dou!
Liudmila Serguéievna ergueu o queixo e apertou os lábios numa linha fina.
— Sendo assim, é o seguinte. Exijo que devolvas o dinheiro. O Dmitri prometeu ajudar-me com a remodelação, e tu tens a obrigação de cumprir essa promessa.
— Eu não devo nada a ninguém — Olga foi até ao hall de entrada e pegou na mala. — Muito menos à senhora, Liudmila Serguéievna.
— Como te atreves?! — a sogra ficou roxa de raiva. — Eu sou a mãe do teu marido!
— Sim, e usou esse facto para me humilhar durante cinco anos — Olga começou a calçar os sapatos. — Disse que eu era uma má esposa. Que não era digna do seu filho. Que ele tinha cometido um erro ao casar comigo.
— Eu só queria que ele encontrasse alguém melhor!
— Exactamente — Olga endireitou-se. — Alguém melhor. Mais submissa. E agora quer que eu, essa mulher indigna e má, lhe dê o meu dinheiro? A sério?
Liudmila Serguéievna abriu a boca, mas não encontrou palavras. Olga passou por ela e voltou para o quarto, tirando um saco de desporto do armário.
— O que é que estás a fazer? — a sogra foi atrás dela.
— A arrumar as minhas coisas — respondeu Olga, seca. — O apartamento é arrendado, decidi sair. Por isso não se preocupe com o seu filho — pode ficar contente, conseguiu o que queria.
— Tu… tu estás a abandonar o meu filho?
Olga atirou para dentro do saco algumas t-shirts, jeans, roupa interior. Pegou no estojo de maquilhagem da casa de banho. No carregador do telemóvel.
— Estou a ir embora de um homem que acha normal dar o meu dinheiro sem me perguntar — disse, fechando o fecho do saco. — E da mãe dele, que me considera lixo debaixo das unhas.
— Espera, espera — Liudmila Serguéievna agarrou Olga pelo braço. — Não faças isso de forma tão brusca. Vamos conversar com calma.
Olga libertou o braço.
— Não há nada para conversar. Durante cinco anos tratou-me como uma criada. Criticou cada passo meu. E, ao mesmo tempo, usou o meu dinheiro sem qualquer problema. Chega.
— Mas o Dmitri! Tu amas o meu filho!
— Amava — respondeu Olga, pegando no saco. — Até ele me mostrar que a mãe é mais importante do que a esposa.
Duas horas depois, quando Olga já estava sentada num café perto do escritório a beber um café e a pensar em qual das amigas poderia ficar por alguns dias, o Dmitri ligou-lhe. A voz tremia de indignação.
— O que é que estás a fazer?! A minha mãe contou-me tudo!
— O quê, exactamente? — perguntou Olga, cansada.
— Que a insultaste! Que fizeste as malas! Enlouqueceste?!
— Não, Dima. Finalmente acordei.
— Volta para casa! Imediatamente!
— Não vou voltar — Olga mexeu o café com a colher. — Acabou.
— Por causa de dinheiro? — Dmitri não acreditava. — Olga, estás mesmo a destruir a nossa família por causa de dinheiro?
— Não só por causa do dinheiro — disse ela, fechando os olhos. — Por causa do respeito. Que tu não tens por mim.
— Que respeito? Eu amo-te!
— Amor não são só palavras, Dima. São atitudes. Tu entregaste a minha herança à tua mãe sem me perguntares. Durante cinco anos ficaste calado enquanto ela me humilhava. Nunca, uma única vez, me defendeste.
— Eu não queria conflitos na família!
— E preferiste que o conflito fosse comigo — Olga abriu os olhos. — Para ti é mais fácil. Eu não sou a tua mãe.
— Isso é estúpido! — Dmitri levantou a voz. — Devolve o dinheiro, vem para casa, nós falamos!
— Dima, ouve-me com atenção — Olga falou calmamente, quase de forma indiferente. — Eu recuperei apenas o que é meu. A minha herança, que nunca pertenceu nem a ti, nem à tua mãe. Legalmente, é um bem pessoal meu.
— Mas nós somos uma família!
— Éramos uma família — corrigiu Olga. — Agora vamos ser ex-cônjuges. Vou dar entrada no pedido de divórcio muito em breve.