Acordei esta manhã como de costume, fui à cozinha preparar café — e de repente fiquei paralisado. Na parede, mesmo onde a cozinha se junta com a sala de estar, vi algo estranho: uma substância rosada a escorrer por uma fenda. Tinha um aspeto assustador e repugnante.

Como vivo num apartamento arrendado, liguei de imediato ao senhorio. Ele chegou rapidamente — em menos de meia hora já estava cá.
Olhou brevemente para aquilo, pareceu irritado e disse com toda a calma:
— É só espuma isolante antiga, nada de preocupante.
Pegou num lenço de papel, calçou umas luvas, limpou parte da massa da parede e foi-se embora como se nada fosse. Mas eu senti que ele estava a esconder algo.
O comportamento dele deixou-me desconfortável. Parecia com pressa para sair e evitava dar explicações. Decidi que não podia simplesmente ignorar.
Depois de ele sair, calcei umas luvas, peguei numa lanterna e numa faca, e tentei espreitar com cuidado para dentro da fenda. Lá dentro… algo mexia-se. Entrei em pânico. O cheiro que saía era leve, mas desagradável. Quando finalmente percebi o que era, congelei de terror 😱😱

Tirei uma fotografia e enviei-a a um biólogo que conheço.
Algumas horas depois, ele ligou-me e disse que parecia uma colónia de fungos com micélio, ou possivelmente insetos parasitas que usam o material isolante e o calor da parede como habitat.
Este tipo de coisa acontece em zonas tropicais ou em espaços mal ventilados. Segundo ele, aquilo podia estar a crescer há anos — e se não fosse tratado, poderia representar um sério risco para a saúde, especialmente para o sistema respiratório.

Saí imediatamente do apartamento. O senhorio não tem atendido as minhas chamadas desde então.
Não consigo parar de pensar — e se não fosse só bolor? Porque é que ele foi tão rápido a limpar aquilo? Porque é que se recusou a investigar mais?
Tenho medo que haja algo dentro daquela parede… algo que talvez nunca devia ter descoberto.